Discussão e Comentários

15 thoughts on “Discussão e Comentários

  1. Queridas pessoas! Acompanho com grande interesse o que vem sendo proposto e discutido quanto à histórica masculinização da língua portuguesa e como alterar esta hegemonia. Porém, tenho comigo algumas reticências quando pensam em incluir uma série de caracteres na linguagem escrita para identificar gêneros comuns de dois, ou plurais. A ideia não me agrada pelo simples fato de não existir concretamente. Passa-se a identificar conceitos de gênero em caracteres não pronunciáveis e – assim sendo – perdendo sua força histórica e de presença temporal/espacial. Em pequena escala, no dia-a-dia, apenas como uma “brincadeira acadêmica”, estas soluções podem até vingar. Mas no macroplano das línguas, ainda creio que a simples alteração do idioma pátrio em mátrio resolve a polêmica de imediato. Sendo assim, onde houver dúvidas de gênero, que se opte pelo feminino, e pronto. Não será talvez a solução definitiva, mas será uma solução que no contexto das mudanças históricas terá mais força para ocupar seu espaço linguístico e evidentemente dialético, na expectativa que noutra oportunidade a língua encontre outras maneiras de inclusão dos diversos gêneros que existem no planeta.

    1. Tabax,

      Pessoalmente faco exactamente o mesmo. Falo e escrevo com o plural feminino por default. A questao do Acordo, contudo, nao e’ propor um regime de linguagem fixo, utopico, um renascer da orgem da lingua babilonica e da gramatica geral classica. Preferimos deixar a porta aberta para que cada uma possa usar o AQ da forma que quiser dependendo do contexto.
      Eu acho que sim, que o plural feminino resulta na maior parte dos casos a que estamos habituadas; mas nao e’ muito dificil de imaginar excepcoes. O ingles, por exemplo, e’ uma lingua em que isso nao funciona, e em que, ao inves, se pode utilizar o plural sem genero mesmo para se referir ao singular genderizado. Outro exemplo: mesmo no contexto do portugues, havera certamente grupos feministas ou/e ‘de mulheres’ em que o plural feminino nao bastara’; a escrever havera’ casos em que x ou * podem ser marcas importantes da pluralidade de ser mulher, dos corpos diferentes, dos generos diferentes, das diferentes relacoes com o genero, e do espectro de combinacoes possiveis entre corpo-genero-concepcao.

      tudo de bom,
      pedro

  2. Nunca li tanta idiotice em minha vida! Como se já não bastasse o último acordo ortográfico, ainda me vem essa burrice. Quais os seus intuitos com isso? Querem destruir a nossa língua ou querem adaptá-la a lingüagem emburrecedora da internet. Pelo visto, idéia mais que absurda, não é?

  3. Fernando José, não penso que aquela imagem seja uma imagem de “homossexualização”. É precisamente a subversão de um símbolo poderosamente opressor. Essa desconstrução é feita com a bandeira LGBT, mas porque seria homossexualização? Poderia ser descontrução de género, por exemplo….

    1. Não estou bem a ver onde quer chegar. Como assim, “homossexualização”? Repare que aparece uma bandeira arco-íris — símbolo atrás do qual podem reunir-se não apenas homossexuais mas muitos outros grupos que rejeitam a normatividade sexual. A ideia era que o fascismo linguístico se transformava em libertação sexual linguística. Mas mais importante do que isto tudo, era uma piada descontraída. Afinal de contas (clichés são bons) não seria a minha Revolução se não pudesse brincar. Abreijos!

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